
Me veio agora uma fábula que o João me contou um dia desses numa das nossas tardes de trabalho.
A gente é que nem uma pulga, que pula bem alto, mas se colocada numa caixa, com o tempo, de tanto bater com a cabeça no teto, se acostuma a ir mais baixo, numa altura segura para não se machucar mais, e mesmo se depois essa tampa for tirada, continua pulando do mesmo jeito porque se habituou, se acostumou com a zona de conforto.
Sabe, a gente é escravo porque quer, porque tem medo de pular alto d+ e arriscar dar com a cabeça no teto, arriscar e ficar vulnerável.
Tenho vícios idiotas pra caramba, como ver coisas que não me fazem nada bem. Abro tão mecanicamente, parece que meus dedos digitam sem perceber, e mesmo sabendo que vou ver o que não quero, vejo. E se vejo algo que quero, também faz mal, não corto o "cordão umbilical", entende?
Enfim, to com bastante coisa na cabeça, da peregrinação, da Tuti ter me chamado pra uns projetos, tanta gente falando que to começando a acreditar kkk melhor deixar em off por enquanto.
É isso, eu continuo com meu coração daquele jeito, e nem sei quando vai passar, como já escrevi um milhão e setecentas vezes. Mas não tem problema, acho que só vou me curar quando conseguir ver a beleza no amor de novo, quando conhecer alguém que me encante ou algo do tipo, por mais que seja difícil imaginar essa possibilidade agora.
No mais, to bem sozinha, bem sozinha no sentido de feliz, e não de muito sozinha KKK ta, você entendeu.
Boa noite pra você que me lê, não sei porque :P
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