Ai que saudade... acho que esse é o sentimento mais forte no momento. Saudade.
Ta tarde (pra variar), e eu deveria estar dormindo pois tenho mil compromissos amanhã (pra variar), e aqui estou eu, escrevendo, só porque o medo não me deixa dormir (pra variar também).
Que medo do tempo apagar os pequenos e melhores gestos, que tornam essa história tão única.
Mas a questão que fica é esse "E se..."
E se eu não tivesse ido almoçar com meus pais, e me rendido ao colchão quentinho do hotel? E se eu não tivesse saído do carro, ou se a Polyana não tivesse me ligado no dia anterior e acabado com meus créditos que dariam pra passar uma semana ainda? Se eu não fosse àquela farmácia? Se lá aceitasse cartão, e eu tivesse feito a recarga com o primeiro rapaz que me atendeu?
Pois é, mas não foi. Ou melhor, foi.
Foi perfeito.
Perfeito dentro do possível de ser.
Lá estava aquele loiro, alto, mais gato do que eu poderia descrever aqui, me atendendo. Eu prendendo a respiração pra não dar bandeira, olhando os itens do caixa, contando de 1 até 1000 em algarismos romanos, e minha mãe me cutuca com aquele sorrisinho malicioso de sempre. Claro, não consegui disfarçar. Respondi a ela com um olhar de reprova, e no fim do atendimento: "Obrigada!", agradeci com a minha cara de mais "estou interessada, porém não muito, mas olha, você tem chance" que eu consegui.
Foi só isso, saí de lá no carro nervosa, e cabô. Tinha vontade de voltar mais vezes pra vê-lo assim, só de zuêra, mas cadê que eu imaginaria que, no dia seguinte, ia acordar com uma mensagem de: "Bom dia, tudo bem? Tomei a liberdade de anotar seu número..."?
Daí já estava caindo da cama sem acreditar que era isso mesmo. Daí já estava colada no celular, em todos os lugares que ia. Daí já estava correndo pelo flat, de toalha, sem saber o que vestir, faltando 15 minutos pra ele chegar na porta do hotel.
E eu queria poder escrever aqui cada coisinha. Mas a gente nunca conta como de fato foi, é impossível, correndo esse risco prefiro deixar inteiro na minha memória, mesmo que, por vezes, até minha memória minta pra mim.
O que posso dizer é que, se isso não foi amor de verão eu nem sei o que é! kkkkkkkkk
Não sabia que na vida real, pessoas tivessem primeiros encontros caminhando na orla, tomassem sorvete sentadas na calçadinha, começasse a chover, e daí surgisse o primeiro beijo.
Não sabia que alguém poderia, de primeira, encostar o nariz assim no rosto de uma estranha, e dar aquela pausa que a gente só dá quando já esperou mil anos pra ficar com a pessoa.
Eu realmente não sabia que, eu, euzinha, um dia estaria tirando meus sapatos, pra caminhar na praia a noite com um modelo do SPFW kkkkkkkkk Com direito à mãos dadas, vento no cabelo, rodadinha seguida de beijo, suspensa no ar. Sim, igual aos filmes.
Eu, cara, que vivi a vida de mal com o espelho, que vivo mendigando amor, que passei o reveillon sentada na sacada, sozinha, chorando por uma história idiota que já deveria estar enterrada à mil anos atrás, agora estava ali sentada na areia, sendo coberta de elogios e muito carinho.
Apareceu um principezinho (que pra ser tão príncipe só podia caber num pequeno espaço de tempo), e me deu uma semana de muitas histórias pra contar. Completou uma viagem que, por si só, já era especial.
Fui embora deixando um bilhete na recepção, rasgado da última página do livro que estava na minha bolsa, faltando 5 minutos pro taxi chegar. A pressa me tirou a oportunidade de florear a escrita e a caligrafia. O nervosismo encheu o papel de rasuras, bem um reflexo do que eu sou, um rascunho, mesmo que sempre tente parecer obra final.
Aaaaaaaaaaaaaaah... enfim.
São inúmeras lembranças e sensações que trago, deixo aberto pra quando lembrar, anotar aqui. Que delícia ter mais um capítulo gostoso e imprevisível, nesse livro que é minha vida.
Fui embora deixando um bilhete na recepção, rasgado da última página do livro que estava na minha bolsa, faltando 5 minutos pro taxi chegar. A pressa me tirou a oportunidade de florear a escrita e a caligrafia. O nervosismo encheu o papel de rasuras, bem um reflexo do que eu sou, um rascunho, mesmo que sempre tente parecer obra final.
Aaaaaaaaaaaaaaah... enfim.
São inúmeras lembranças e sensações que trago, deixo aberto pra quando lembrar, anotar aqui. Que delícia ter mais um capítulo gostoso e imprevisível, nesse livro que é minha vida.
Obrigada, bonito :) Pelas melhores férias que já tive.
"Sonhos de uma noite de verão
ResponderExcluirMira, mira, mira
Sonhos de uma noite de verão uow uow"
Tô de cara... Mas prefiro viver tudo isso de perto, se é que me entende rs. ;)