quarta-feira, 10 de novembro de 2010

esse post é pra você, exatamente, pra você mesmo.


Começando... você é um cretino. Conscientese-se disso antes de tentar entender o que vou dizer, olhe no espelho e repita comigo: eu sou um cretino mentiroso, eu sou uma mentira.

Não consigo mais, são tantas vezes que abri o word e escrevi páginas e mais páginas de textos cheios de coisas que você já sabe. Porque você sabe, não é possível. Você sabe que o errado foi você, e que não deu certo por sua causa, sua total causa. Então NÃO VENHA ME CULPAR, não venha se fazer de vítima, só me faz sentir mais desprezo por você.

Como você consegue ser assim? Como consegue caminhar na rua, como consegue rir? Como consegue olhar nos olhos das pessoas? Como?
Como você consegue viver sabendo o que fez comigo? Comigo... A Jéssica, a sua Jéssica, a Jéssica que fez tudo por você.

Ainda sinto essa coisa idiota, gigante e irracional, e escrevo agora chorando muito e ouvindo Dias de Sol, e fico lembrando da gente sentado na cama, você lendo as cifras, eu tocando violão, a gente cantando alto as músicas de sempre. Esconderijo, All Star, Tudo a ver, Gadú... foda-se. Lembro da gente comprando lasanha congelada de bacalhau, das mensagens no meio da tarde, ou da manhã, ou da noite. Lembro das descobertas. Lembro do dia do jogo da copa, do sorvete na garagem, aa... o dia do jogo da copa. Lembro de você me contando de como funcionava a dinâmica das cores e das frases da publicidade enquanto eu te deixava no metrô andando, tão tarde. Ou daquele dia que fomos te deixar no metrô e ai a roda do carro bateu no meio fio e quebrou tudo kkkkk e a estação ainda tava fechada, porra! Também lembro da gente conversando sobre a vida, no quintal da casa da Mari enquanto tava todo mundo longe, e de você me dizendo que nunca tinha vivido momentos como aquele, de dialogar, de dizer o que sentia, que nem o dia que vimos o jogo na casa da minha família. Lembro da gente voltando do shopping naquele dia 14, ou de matar cursinho pra gente se ver 1 horinha no meio da tarde, ficar deitado ouvindo as músicas do seu Mac branco. Lembro da gente procurando colar de olho grego na torre pra proteger nossa relação, da gente tirando foto na torre, da gente comendo pastel sentado na grama na Torre, e da nossa briga por causa daquela foto que tirei sua na Torre. Lembro do pôr do Sol no Pontão, da noite estrelada do 3ª andar da casa do meu tio enquanto você me ensinava a dançar xote, do amanhecer da esplanada na volta do show do Eva, e da minha risada enquanto você pescava no ônibus, de tanto sono. Lembro da sua dancinha que eu nunca conseguia imitar, da risadinha nas horas mais impróprias, da mania de falar "Deus é maaaaaaais" em tudo, e da mania que perdi de morder forte. Lembro também da gente vendo DVD do Cheiro, na madrugada anterior ao dia dos namorados, e do presente meia noite, e das noites que virei fazendo seu presente. Lembro do que você era e não dá pra acreditar no cretino que você se tornou, ou melhor, que você sempre foi. E me questiono em como uma pessoa vazia como você pode ter um lugar tão especial na minha vida, em como alguém como você pode ter uma influência tão grande a ponto de me fazer duvidar de mim, e da verdade que EU SEI que é verdade. Como você consegue?

Só sei que eu não consigo, não consigo ser imparcial a toda essa sujeira, muito menos não me expressar. Não dá.

Não dá mesmo, nem pra mim, nem em nada. Não muda nada na prática, mas me alivia. Então se for pra expor d+ ou escrever mil vezes, eu o farei. Foda-se o resto.

Boa noite.

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