Hoje, como em muitos outros dias, vou dormir com o coração apertado de quem ama o amor, e não o tem. De quem não consegue ter paciência pro "esperar". De quem tem medo de morrer sozinha. De quem tem medo de mais decepções. De quem não sabe o que quer, ou quem quer. De quem não sabe de nada, só do vazio no peito que dói tantas vezes ao mesmo dia.
Não sou dependente de companhia no geral, faço tranquilamente minhas coisas sozinha. Vou pro trabalho, pra faculdade, celebrações, shopping comprar dvd de algum filme em promoção, pra livraria encontrar algum livro que ouvi falar que era bom, ou presente pra algum amigo. Vou pro médico, pro cinema, pro parque... Mas o amor, o amor me faz falta. Sempre fez, sempre faz.
Ele ocupa minhas noites sem sono assaltando a geladeira, ocupa meus longos momentos observando, com um pouco de inveja, os que já tiveram a sorte de o encontrar.
Mais um domingo chega ao fim, vou ali tomar um copo d'agua e tentar dormir, amanhã voltar pra rotina.
Boa noite.
"Alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta."(Clarice Lispector)
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