Primeiramente gostaria de deixar claro que sou idiota. Acho que isso justifica todas as baboseiras que vou escrever.
Sentei ali no sofá da sala e fiquei parada, ontem às 3 da manhã, e simplesmente não conseguia parar de procurar um dia, um ato, uma palavra, qualquer coisa que pudesse me explicar a situação atual. O que eu fiz?
Não achei.
Antes, algumas horinhas antes de decidir dar o primeiro passo e me desculpar, mesmo achando que não fiz nada de errado, pensei que era o mais maduro a se fazer.
Reconheço a necessidade dos joguinhos, mas entre ser fraca em não entrar neles, e, ficar regurgitando uma história mal contada/mal vivida, eu sempre escolho a primeira opção (não que eu ache que isso seja certo).
Então, pulando toda a parte desnecessária de explicar, aqui estou eu deixando a Gabi atoa ali sentada na cama enquanto eu mato essa vontade de me expressar de qualquer forma que seja, e no momento minha única opção é despejar palavras nessa caixa de texto minúscula, mas que me tira um elefante das costas.
Eu não posso mais fazer nada, nem falar nada, pelo bem da minha ainda, mesmo que pequena, dignidade e vergonha na cara. Aquela vontade inoportuna de ligar e tentar explicar. Mas por que?
Por que a opinião de alguém que não tem a mínima consideração por mim faz tanta diferença?
Não deveria fazer, e mesmo fazendo, super fazendo, essa é a hora de deixar a razão falar mais alto, ou nem a razão, mas a Gabi e a Ivy mesmo kkkkkkkk
Impressionante como quem te conhece e te ama - apesar de redundante - dispensa o ato de explicar a maioria das coisas. E aí que o ponto mais importante, o ponto maaais estimulante a levantar minha cabeça e parar de me torturar, vem e me estende a mão.
Quem se importa comigo, quem me vê além das roupas, da maquiagem, das fotos bem tiradas e da pose de "mulherão" - que vivem tentando me fazer ver também, mas enfim, isso é papo pra outro post - quem me vê além das palavras, de tudo que é casca, quem de verdade vê o que eu realmente sou, não vai apontar o dedo na minha cara e colocar quem eu sou em jogo.
De verdade, eu não deveria escrever, muito menos pensar nessa história. É como um amigo me disse, sou mesmo carentona. E sou mais frágil do que queria ser, mas assim que a vida é, é assim que aconteceu no passado "N" vezes, e tanto faz qualquer otimismo ingênuo, ou sonho sem pé nem cabeça que eu tive. Chegou a hora de tirar mais essa história idealizada da cabeça, e andar em direção a qualquer coisa que me faça sentir bem comigo mesma. Afinal não é pra isso que servem os relacionamentos? Pra melhorar a nossa vida?
Então! Boa noite!
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