Se a gente pudesse sair da rotina, do dia da semana, dos dias úteis e feriados, das datas, da sequência de reveillon, festa junina e Natal. Se a gente pudesse esquecer que o dia começa claro e termina escuro, e trocar tudo. Se tanto fizesse se você vai achar alguém ou não, se aquilo vai terminar bem ou não, se não vai dar certo. Se pouco importasse casar antes dos 30, ter filhos, ou se a pizza de hoje vai engordar amanhã. Se tudo que era pra ser acessório, ítem opcional, bônus, todo o supérfluo que teimamos em priorizar, nos agarrar e pensar que não vivemos sem, se isso tudo, de fato, não importasse?
O que seria? Como, como seria?
Não sei, mas acho que não sobraria nada, e esse tal de "viver o hoje", esse tão sonhado "viver cada dia como se fosse o último" finalmente se provasse impossível. Eu não acredito nisso, não dá.
Por mais "desprendida" que seja a pessoa, não da pra não pensar no depois. No máximo, ignorar a possível dor do depois, virar pro espelho e falar: olha, eu vou fazer essa merda, vou tocar o f* e fazer o que eu desejar, vou extrair desse dia cada gotinha de mel que ele puder me oferecer, e eu acho que vale a pena. Que é melhor do que ficar na zona de conforto.
E a moral de toda essa história é só uma, estamos condenados às dúvidas. Desde à escolha de levantar ou apertar o soneca no despertador do celular, até o sim do quer casar comigo. E tendo pela consciência disso, talvez seja uma boa repensar melhores ocupações pra nossa mente. Mas que saber, o medo do amanhã, ah... esse é inevitável. Pelo menos pra mim.
Boa noite!
Nenhum comentário:
Postar um comentário