quarta-feira, 27 de abril de 2011

SOLIDÃO.

Sonnet by Hundred Waters on Grooveshark

Climão no carro e dentro de casa, uma pilha de louças na pia que se acumula desde domingo, a minha espera, é? Vai esperar pra sempre. Chantagem emoconal dela, como sempre, uma sensação de falta de reconhecimento, uma sensação de frustração. Vontade de não existir.

Preguiça de respirar.

Banho no escuro, água dos olhos junto com a água do chuveiro, tristeza, chão gelado do quintal, escuro, céu de noite e conversas com Deus, pra que tudo isso? Pra que serve viver? Sofrer... aprender? Porque a gente simplesmente não vive a vida eterna lá do lado de Deus ao invés de passar por essa merda de mundo? Essa merda de corpo que já nasceu errado, não fisicamente, mas de espírito. Pra que serve toda essa merda? Se toda felicidade é momentânea?
Impossível dormir, esse idiota não desliga a merda do telefone e faz questão de gritar pra não me deixar ficar inconciente pra o inferno que ta essa casa. Preciso dormir, por favor Deus.

7:18

Banho, sol, roupa, cinto, pão integral, secador, ir andando pra estação. Metrô, ônibus, hospital, senha, guichê, consulta, guichê, senha, guichê e mais senha, exame... ônibus, auto escola, gastos. Trabalho, bolsa, dor de cabeça, comprimido de dipirona, almoço, eu aqui sentada na ilha de edição, solidão.



"Naquela faixa-zumbi que vai em slow motion desde sair da cama, abrir janelas, avaliar o tempo e calçar os chinelos até o 1º jato da torneira. Está com vontade de se matar? Tudo bem, toma um banho, vai ao cinema, compra umas flores."

(Caio F. A.)

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