
A prova viva de que aparência não é nada, pareço feliz, mas tava triste. Digo isso porque to cansada, esgotada, exausta de viver de aparência. Pensei que se as pessoas pensassem que eu to feliz, eu acabaria ficando, mas eu não to. E assumir isso é o ultimato pra que eu possa dizer sem medo, que me abri totalmente num post, pra nem sei quem que possa ler. Eu não estava feliz nessa foto. Eu não estava feliz nessa festa, na verdade chorei muitas vezes nessa festa, porque idealizei um milhão de coisas que com certeza não iriam acontecer, a não ser que a vida fosse um filme daqueles bem mexicanos românticos baratos. Não sei quando, mas chegou a um ponto que eu simplesmente apaguei tudo de ruim que me fizeram, tudo, e comecei a ver só os dias de Sol, comecei a me culpar por tudo. Tudo. Comecei a achar que eu era a pior pessoa de todas, e com certeza, a mais merecedora de sofrer.
Pintei um príncipe e vesti a fantasia de bruxa, literalmente.
Mas eu não sou assim, tenho que aceitar. E sabe, a existência desse fotolog se deve totalmente a isso, eu escrevendo tentando explicar e me entender, tentando aceitar mesmo, que mistério é uma coisa que só sei fazer pra quem eu simplesmente não estou interessada. Que desprezo eu só dou pra quem não faz diferença. Desprezar quem eu gosto, é pra mim, a maior tortura da face da Terra. Daí não consigo jogar o jogo, sou tão transparente que chego a ser irremediavelmente previsível. O jogo, sabe o joguinho de não ligar? De estar ocupada, de não estar interessada, de se achar muito gostosa e de não estar disponível? Aquele jogo no qual toda relação precisa passar pra se tornar de fato uma relação, Não consigo!
O fato é esse, vou ter que dar muito com a cara na brita pra achar alguém que consiga se interessar por mais que 3 meses.
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