
Achei que talvez não fosse ter tempo de vir aqui por causa da correria de sempre, muita gente toda hora se arrumando pra ir pra lá e pra cá, praia, piscina, restaurante ou andar pela cidade, mas hoje o tempo resolveu ficar nublado pra me dar a oportunidade de escrever.
Último dia do ano, vocês tem noção disso? Mais um ano acabando, mais um ciclo se fechando e a gente ficando cada vez mais velho kkk é ai que todo mundo para e fala aquela velha frase: nossa, passou tão rápido! Mas passou mesmo. Acho que o fato de tar viajando com as mesmas pessoas que viajei no reveillon do ano passado ajuda a dar esse ar de “parece que foi ontem”.
2010... Mocinho e vilão.
Quando assisti a queima de fogos na praia de Nova Viçosa não tinha a mínima noção do que me esperava naqueles 365 dias que viriam, e tinha planos que fazem pouco sentido pra mim hoje. Foi um ano de... experiências novas, é, isso mesmo.
Foi o ano que eu passei 6 meses fazendo cursinho pra UnB que nem minha cara, que eu fiz vestibular pra arquitetura e mudei na doida pra publicidade. Foi o ano que eu ri chorando e chorei rindo, que eu mais andei de metrô na vida, e que fui em praticamente todos os shows de axé kkk foi o ano que eu comecei no meu primeiro emprego e conheci o João, a verdadeira Michele, a verdadeira Mariana, a verdadeira Tayrine, a Larissa e a Jéssica Monturil, o Joelson, o Fred. A... conheci tanta gente, e, contando também com os veteranos né kkk Polyana, Gabi, Kaio.... Ivy, Mari, Aline, Babo. Eu insisto em citar nomes mesmo sabendo que vou esquecer alguns. Foi o ano que eu comecei a tocar violão, e me apaixonei por ele, foi o ano que me apaixonei, que larguei um pra ficar com o outro e o outro pra ficar com o um, e ai nenhum deu certo e eu me ensolteirei mais uma vez. Foi o ano que eu amei muito, e por isso ri muito, escrevi muito... mas por esse amor também chorei um bilhão de vezes em todos os lugares escondidos e públicos existentes, passei muitas tardes de cama sem apetite e perdi uns 6 quilos em 2 semanas, umas mil noites de sono e incontáveis reais em contas de telefone. Foi o ano que quase larguei a igreja e também o que mais me aproximei dela. Foi o ano que eu me reaproximei da minha família, que eu descobri que histórias de filme acontecem na vida real, que existem sim pessoas capazes de coisas muito horríveis, e que não, olhar nos olhos não é garantia de nada. Esse ano varei madrugadas fazendo projetos da faculdade, comecei a fazer a tão sonhada aula de ragga pra ver que não era nada do que eu imaginava, foi o ano de... tantas coisas mais que lembrei e não quero escrever...
Na verdade tudo que aconteceu, o que eu quis e não aconteceu, o que eu mais temia e aconteceu, tudo, TUDO contribui positivamente ou não pra quem eu sou hoje, mas não importa, simplesmente contribuiu e ponto. Eu sou uma junção de tudo que vivi, o bagaço que sei lá como se tornou algo bem mais forte que antes.
Eu sofri, sofri tanto que tive a sensação que iria morrer de tanta dor que tinha no meu peito, chorei no chão da minha casa com um copo de água com açúcar na mão apoiada no colo da Gabi, no corredor, no tapete da sala de muitas tardes silenciosas e nos banheiros do Iesb. Mas chorei também indo do metrô pra casa achando que a felicidade era uma palavra pequena demais pra ser tão intensa em mim. E a minha felicidade foi intensa, INTENSA nos pequenos gestos, e quando falo assim não me refiro só a homens como também aos meus amigos, que foram simplesmente indispensáveis em todas as horas. Sendo verdadeiro pros outros ou não, não importa, foi verdadeiro pra mim, cada segundo, cada milésimo de segundo.
E não vou me culpar por ser ingênua e facilmente manipulada por meia dúzia de palavras bonitas, pelo menos não hoje. Fiz de tudo pras coisas darem certo, na verdade tudo e mais um pouco. E se tenho quase vinte anos e até hoje não consegui ter um namoro que durasse mais que poucos meses, como me escreveram a um tempo, foi porque ainda não chegou o momento e a pessoa, não certa, mas sei lá, a minha pessoa sabe? Todas as pessoas que me relacionei foram certas, naquele momento. Enfim, quero uns meses pra mim mas quero alguém do meu lado quando Deus decidir que to pronta, porque sinto falta de carinho, mesmo sabendo que isso é idiota, que tem alguém ali, pra sentar do meu lado, afinal, como quase 100% das pessoas, sou carente KKKKK
Antes que eu bata o recorde do maior post que já escrevi no fotolog – tive que editar o post pra ele caber – vou me despedindo por aqui. Não tenho planos concretos pra esse ano que vem, só sei que vou passar de calcinha amarela pra ver se traz dinheiro KKK (que desnecessário). Que todos, a minha volta ou não, tenham saúde e fé, tendo esses dois já é uma garantia boa pra caminhar bem, porque os sonhos da gente mudam que nem a gente muda de roupa, sem contar que pode virar pesadelo ou perder a graça quando se tornar realidade.
OK JÉSSICA.
Beijos, abraços, aaaaaaaamo isso aqui. FELIZ 2011!
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