Saudade das minhas férias felizes e ensolaradas. Não do Sol. O Sol aqui me faz transpirar a caminho do trabalho, deixa o metrô abafado, incomoda os olhos na hora de acordar. Lá não... lá o Sol era um convite. Um recado dizendo: Bom dia, você acaba de ganhar 24 horas para preencher com passeios na orla, picolé e queijinho sentada debaixo do guarda Sol, olhando as ondas.
Saudade daquela realidade paralela onde a maior obrigação do dia era simplesmente: aproveitá-lo da melhor forma possível.
Saudades... férias.
Sabe o que há de ruim nas coisas boas? É que amanhã elas não valem nada.
As lições ficam, eu sei. A história boa, fica. Fica mesmo? A história, quando muito repetida, perde o crédito.
As lições ficam, eu sei. A história boa, fica. Fica mesmo? A história, quando muito repetida, perde o crédito.
Amanhã haverá, lá dentro, a mesma sede de mais. A comida que te alimentou ontem, não te sustenta pra sempre. E eu sabia disso. Sabia enquanto dançava olhando os olhos dele, fixamente, por minutos e minutos. Eu sabia que jájá a música terminaria, daqui a pouco era hora de voltar pro hotel. De voltar pra casa. E lá... ou melhor, aqui, preciso encontrar outros motivos pra me movimentar. Porque não dá. Não consigo não ser feliz.
Triste sou assim... Desbotada.
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