terça-feira, 9 de outubro de 2012

Afim.

Opportunity by Pete Murray on Grooveshark

Bom dia, vida!

Depois de uma noite rolando na cama, acordei cedo sem vontade nenhuma de ir à aula (novidade). Agora estou aqui, 08:30, decidindo o que fazer com essa linda manhã de sol. Não sei se escrevo, se aproveito pra passar mais posts do fotolog pro blog, se arrumo o guarda roupas, faço a sobrancelha, vejo os episódios de How I met your mother que baixei a um século, ou se simplesmente volto pra cama.

Esses últimos dias tem sido intensos, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, me arrependo de não registrar pelo menos um pouquinho delas por aqui. Mas minha vida tem sido uma correria tão mas tããão maluca, que mal me sobra tempo pra dormir 8 hors por dia.

Não sei por onde começar... ou como resumir. Chegou mais um rosto pra tentar encaixar àquele que vai me esperar no altar, sim, sou meio psicopata. Mal conheço alguém e já to comparando os sobrenomes, os filhos, a casa branca com varanda e jardim... resumindo, pensamentos de mulher com probleminha kkkk

Mas de repente, não mais que de repente, alguém que já fazia parte do meu convívio há anos - passando desapercebido, ou melhor, passando com total desinteresse e aversão - começa a ser muito atraente pra mim.
Aquele jeito muleque/palhaço agora é jeito espontâneo, divertido, a voz estridente já não é mais esquisita, e sim, afinada, forte. Por que?

Me divido em opções que vão desde a de sempre (carência) ou a... vida, essa loucura de fatos intermináveis e posicionamentos que mudam toda hora, a gente que muda todo dia, todo segundo.
Enfim, o fato é que vejo nas sutilezas, talvez, mesmo que remotamente, chances. Um toque no braço, um olhar interessado, um climinha na dança... posso estar louca, mas que chato se não fosse assim meio maluca como sou, né?

Com tão pouco tempo, tantos compromissos vindo de todo lado, tenho aprendido que não fui feita pra calmaria ou pra casa na frente do mar, a não ser nas férias. Fui feita pra trabalhar o dia todo, talvez a noite toda, acordar, tomar um café, malhar, ir à igreja, ver todos os meus amigos e, com sorte, arranjar outro maluco que aceite se enfiar nessa agenda lotada e se divertir comigo.

Não se engane, não que assim seja mais bonito, é que... com tempo de sobra eu me saboto.

Mas é aquela história, todo interesse por alguém vem acompanhado do pavor da decepção. Sinto a Jéssica racional sentada no ombro esquerdo e a sonhadora, no direito. Do lado delas, vejo alguns amigos, poucos, com os quais divido meus dilemas, assumindo em que posição ficar, uns estimulam, outros freiam (ou tentam). 

Cuidado Jéssica, cuidado pra não se empolgar de mais!

Fico pensando, se carrego comigo esse medo desde que dei o primeiro beijo desajeitado aos 11 anos e ele nunca me garantiu nada, será que, a essa altura da vida (falou a super velha/vivida/madura) ele me ajuda em alguma coisa? Olha... vou te contar que parece que não! Ou poderia ser pior? Não sei... não tem como saber.

O certo é que preciso começar a aprender a controlar minhas ações, minha vontade de fazer tudo certo, pra ontem. Preciso continuar exercitando o otimismo, a tranquilidade e confiança no tempo de Deus, nos planos que ele tem pra mim - que aliás dão de 10 nos meus - e, com certeza, me amar muito, muuuuuuuuuuito, e me sentir suficiente pra fazer feliz qualquer pessoa.

Já escrevi de mais a ponto de me cansar de mim mesma kkk acho que vou deitar 1 horinha mesmo, deixa o guarda roupas e o resto dessa bagunça pra outro dia, ou pra nunca mais, vai saber!

Boa semana!

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