terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Habilitada

Poucas vezes me senti tão sozinha e tão feliz ao mesmo tempo.
E é engraçado, porque era uma solidão, apesar de levemente melancólica, gostosa de sentir. Uma solidão sem nenhuma necessidade de deixar de ser solidão. Uma vontade de simplesmente respirar fuuuuundo, piscar, olhar em volta, cantar, rir sozinha! Não sei explicar!

De repente valeu a pena... valeu a pena cada instrutor estúpido/mau encarado/fumante/nojento que passou pelos meus 11 meses de processo pra tirar a carteira. Valeu a pena a decepção da primeira reprovação, os desesperos, as desesperanças, os obstáculos e as demoras. Todas elas serviram pra que eu pudesse ter um prazer quase orgástico no simples fato de ir pro trabalho, comer sanduíche engordurado, ver filme repetido no cinema e voltar pra casa praticamente na hora de dormir. E é isso. Esse foi meu dia glorioso. A única diferença foi dirigir.

Foi ver se realizando a situação que eu imaginei tantas vezes como algo inatingível. Mas não era. E eu estou feliz por isso. Por isso, por mim, por estar feliz com algo que não necessite necessariamente de outra pessoa pra acontecer. Quantas coisas eu posso dizer que são possíveis sem alguém a mais?

Me deixa dormir, descansar o corpo e a mente. Quem sabe acordar cedo e correr no parque. Quem sabe amanhã não faz Sol? Quem sabe...

Boa noite!

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