Não sei bem, acho que nesse caso as situações são mais interessantes que as sensações, já que as sensações são as mesmas, só mudam os nomes de quem as causam.
Eu no integração esperando o Ministério chegar, tudo nublado. Turistas tirando fotos em frente ao Congresso, servidores e estagiários com seus crachás indo pro trabalho/voltando do trabalho. É assim. Fones de ouvido ou não. Algum cara bonitinho no ônibus, ou não. Sentada, ou não. É assim, sempre assim.
Nos dias felizes, a Esplanada parece (mais) linda, parece tudo mágico, a vida parece mágica, tudo parece uma sequência que tem que se cumprir, com uma estrutura lógica e, claro, motivada pelo bem no fim de tudo. Gosto quando sinto isso. Quando no fim do expediente, o caminho pra rodoviária parece ser cenário de um filme, que os carros são todos elementos que compõe a cena, as pessoas, figurantes, e eu o meio. Eu a protagonista, que está ali atravessando a Esplanada e a vida. Me sinto adulta, e não que isso seja algo tão incrível quanto era a um ano atrás, mas é uma boa sensação.
Nos dias normais, tudo passa despercebido. As coisas são só coisas, são piscar, respirar... enfim, existem.
Nos dias como hoje, a... só dá pra escutar Adele, ou essas músicas que baixei ontem. Essas melodias meio cult, meio sussurradas... O dia é mais nublado que o normal, faz mais frio. O coração fica dolorido, fica de verdade, não metaforicamente. Um sonho? Ter vindo de carro hoje, me faria muito bem fechar as janelas, colocar o ar condicionado e essas músicas recém baixadas que eu falei. Mas tudo bem, vou ter que deixar a cena dramática na minha imaginação, e encarar meu bom e velho metrô, que provavelmente estará menos cheio devido a cidade deserta.
Penúltimo dia do ano, adoro essas datas simbólicas, adoro conclusões, recomeços. Por mais que sejam só simbólicos.
Aproveitei a data pra mexer na ferida, pra me permitir a reação que é mais minha cara, mesmo conseguindo “fazer o certo” por cada vez mais tempo (um dia chego lá! Kkkk). Aproveitei pra escrever: "Olha, o ano ta acabando, muitas coisas deixadas de lado e isso trouxe muitas dúvidas pra mim, como o porque de você ter se afastado...". OK, a gente já sabe como isso acaba né? Eu me sentindo idiota de alguma forma, chorando no colo de algum amigo. Sim, depois de algumas mensagens reveladoras, lá estava eu imprimindo documentos na salinha, debruçada na mesa, lembrando de ter pensado, por um momento, que tinha achado uma saída, que ainda tinha chance de ter essa pessoa que me pareceu ser finalmente “A pessoa” dos meus planos. Mas não, o ano vai se despedindo com um ar de final, final mesmo. 2012 ta vindo como um começo do zero.
Que seja... Falta uma hora pro meu último expediente do ano (sim, eu adoro MESMO agregar valor à coisas por causa de datas), e como já me estendi, se ainda me restar ânimo (to chique no vocabulário viu? KKK), amanhã registro a retrospectiva das TANTAS conquistas desse ano maravilhoso que foi 2011.
Boa noite!
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