quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Céu vermelho

Apaguei as luzes, fechei a porta e desliguei a caixinha de som do computador, tudo só pra ouvir esse barulhinho de vento batendo nas árvores aqui fora de casa. A noite ta meio avermelhada, bem gelada, e isso me inspira mais do que qualquer música.

Tava olhando a rua na volta do cinema com a Clara, e passei na frente do prédio dele. Todas as luzes desligadas, e só a dele ligada. E lá estava ele, na sacada sozinho, não sei ao certo o seu andar, fui lá o que? 2 vezes só? Mas sei que era ele, ou talvez eu queira que seja, né? Seria um indício que talvez a vida faça algum sentido. Que as coisas se ligam de alguma forma. Talvez o ver parado ali me faça acreditar que ele pensa nas coisas, que todo o desprezo, toda a indiferença, seja meeesmo orgulho.

Essa sou eu escrevendo sobre esse ele que se não fosse "ele" seria uma piada. Quem é esse cara? Pelamor... A Poly me odeia muito lendo isso e pensando: "a não amiga, para!". E é verdade, eu to aumentando um casinho besta à se parecer com o mínimo que se espera de um tipo de relação, mesmo que sem compromisso.

Mas que seja... o que meche mesmo é o fato de que os dias foram passando e levando pra longe, e inevitavelmente, pra cada vez mais perto. Agosto. Vamos ver no que dá. 1 Ano, um ano...

1 ano já se passou. Muitas coisas na cabeça ao mesmo tempo, muito sono também. Fica pra outro dia(...)

Boa noite.

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