quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sub/In/Consciente

Vim pra biblioteca escrever, e é isso que eu vou fazer.
Mesmo que seja difícil até respirar aqui dentro, mesmo que eu mal possa digitar por minhas mãos tremerem tanto.

Engraçado.

Muito engraçada essa situação, se não fosse eu que tivesse passando por ela. OK corpo, eu já entendi que to nervosa, você pode voltar ao normal, eu não vou sair dessa biblioteca, eu não vou me entregar tão fácil, eu não sou frágilzinha, eu sou forte, eu tenho que ser forte, eu tenho que ser racional. Eu tenho que ignorar a voz, o fato de estar a centimetros de mim, EU PRECISO. Dói mas eu preciso.

Tem que ter um motivo pra ser assim, eu não sou de ferro mas parece que eu tenho que ser, só sendo de ferro pra estar sentada nessa cadeira! O que fazer?
Deus, me dá uma ajuda, se eu pudesse conversar com você. Sentar ali num banquinho da cantina e te perguntar qual é o propósito disso tudo.

Por que eu não posso simplesmente ter uma vida simples e normal como a de todo mundo? Por que um relacionamento meu não poder ser apenas um relacionamento? Não! Tem que ser uma loucura sem pé nem cabeça. As pessoas que se aproximam de mim tem que ser complicadas, tanto quanto eu sou. E só de estar nessa faculdade já me sinto testada. E eu sei que isso não é o maior drama do mundo mas é o meu drama, é o meu problema. Meu problema estranho e incurável.

O que acontece amanhã? E a conta da saudade quem é que paga?
Eu ainda sinto aquilo, o sentimento puro, bom, inocente. E eu sei a verdade, como é possível? É muita burrice! kkkkkkkkkkkkkkk
Eu tava me curando, anteontem!
Aí vem a bomba!
Não Jéssica, você não pode ficar de boa, sua vida tem que ser complicada, esqueceu?
kkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkk
eaí louca, agora to achando engraçado, to com vontade de rir.
LOUCA!
Não vou filtrar pensamentos hoje, não vou tentar parecer inteligente e equilibrada, hoje o post é meu pensamento escrito. TOTAL.
Então...

"Falta tanta coisa na minha janela como uma praia, Falta tanta coisa na memória como o rosto dela, Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana, Sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo, Sobram tantos medos que nem me protejo mais, Sobra tanto espaço dentro do abraço, Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo. Sei lá se o que me deu foi dado, Sei lá se o que me deu já é meu, Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu. Vai saber se o que me deu quem sabe. Vai saber quem souber me salve, Vai saber o que me deu quem sabe, Vai saber quem souber me salve.

Do nada deu vontade de procurar músicas do TM, talvez não sabia mais o que falar, talvez as palavras não pudessem mais falar, a não ser a música, a não ser outra pessoa que pensou por mim, ou que também sofreu. Mas eu não to sofrento, eu to me aguniando. Porque agunia talvez seja o único nome que defina. Talvez já tenha passado da hora de acabar esse post, talvez eu já tenha falado tudo, talvez isso passe, vai passar, eu sei que vai passar, talvez essa seja minha única certeza.

Bom dia. 10:10.

Nenhum comentário:

Postar um comentário