quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Foi.


Com as mãos paradas em cima do teclado por minutos, pensei em algo pra dizer, nada apareceu, mas talvez isso diga tudo.

De novo to na biblioteca do Iesb. Aula acabou mais cedo, era apresentação de trabalhos, não gosto, não posso ir pra casa agora e me enfiar debaixo das cobertas, daqui a 15 minutos tenho que ir pra parada, 11:48 tenho que estar com meu polegar no sensor do GOB, batendo o ponto, e depois de 6 horas na frente do computador, pegar um metrô lotado e ir pra casa. Ainda bem, isso é ótimo. É a melhor coisa que ta acontecendo no momento.

Chegou a tal hora da vida de ter que simplesmente levantar a cabeça e andar em linha reta, não como uma tentativa de melhorar, mas pra cumprir as obrigações mesmo, e é só o começo. Ainda bem, isso é ótimo. É a melhor coisa que ta acontecendo no momento.
Meu corpo ainda dói pela ressaca de ter saído ontem, meus olhos ainda ardem por ter chorado, mas não me arrependo.

Guardar não consegui, tentei fazer o aparentemente certo, mas não deu. Eu que lide com a dor agora. E eu to vivendo a dore ao mesmo tempo entorpecida. Eu to machucada, eu to revoltada, eu não to bem, e eu sei que rasguei e um milhão de pedaços a capa de auto-suficiência que eu costurei com tanto esforço por semanas em 1 segundo, com menos de 133 caracteres de uma mensagem de celular. Mas foi.

Foi.

Agora é a parte que eu penso no que fazer e em como lidar. E a primeira alternativa foi dar um tempo, do fotolog, orkut, twitter. Pode até ser que eu faça isso, mais provável que não, mas tem chance. Também pode ser que seja o melhor realmente, ou não. A vida pode ser tanta coisa. Vamo entrar nesse labirinto, escolher um caminho e sejao que Deus quiser! Se caso der de cara com uma parede, fazer o que? Desistir? Voltar pelo menos caminho que levou a aquela porra daquela parede? Eu não, eu posso até fazer essa percurso umas 2, ou 3, ou 4 vezes, mas uma hora eu vou aprender e, principalmente, aceitar que não tem jeito: Ou eu escolho outro corredor, ou eu vou ficar presa nesse caminho falho pra sempre, se é que o sempre existe.

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