Passagens compradas. Demissão comunicada. Conta no banco, cancelada e todos já sabendo...
Dia 21, quando estivermos completando 10 meses de namoro, ele estará aqui. Desembarcando às 10 da manhã, sem passagem de volta. Pra valer, pra ficar.
E aí eu fiquei pensando num texto bem impactante que pudesse expressar a dimensão desse acontecimento, mas quando quero impressionar só falo merda kkkkkk Enfim...
To no quintal com o notebook ouvindo música e chorando, porque afinal essa sou eu kkkkkkkk
O dilema da minha vida é me perguntar se as pessoas sentem as coisas desse jeito que eu sinto, e porque logo eu fui nascer desse jeito, com tanto medo da vida, do futuro, das decepções... vai entender.
As vezes no meio de uma conversa ou outra, o namorado fala algo fofo e solta em seguida "eu seeeeei que você ta aí deitadinha com os olhos cheios d'água...", na maioria das vezes ele esta certo, mas isso me incomoda tanto!
Odeio quando me vejo fraca, vulnerável... da uma vontade louca de encontrar um botão mágico que, quando pressionado, me transformasse numa daquelas pessoas fortes, desapegadas, do tipo que quase nunca choram.
Mas não, passam 10 minutos e to eu lá escrevendo cartinha com papel colorido em forma de coração, ou sei lá, fazendo convites personalizados para próxima reuniãozinha casual de amigos.
Tento endurecer, juro! "Amadurecer... mas não. Só o fato de ainda escrever aqui já entrega essa minha mania de "querido diário", de adolescente virgem de 14 anos. kkkkk
Tento endurecer, juro! "Amadurecer... mas não. Só o fato de ainda escrever aqui já entrega essa minha mania de "querido diário", de adolescente virgem de 14 anos. kkkkk
Sinto que estou passando por um momento muito marcante. Sendo bem sincera mesmo fico imaginando que, daqui a alguns anos, posso contar a versão da história como "a época em que meu marido veio morar na mesma cidade que eu", mas também pode ser "quando aquele meu ex veio pra Brasília sabe?". E isso me da um frio na barriga sem tamanho.
Pesa a responsabilidade de, de certa forma, estar tirando uma pessoa da companhia dos amigos, do apoio da família, do emprego e cidade natal, mesmo que este não esteja vindo só por mim, mesmo que seja uma ótima oportunidade profissional... uma escolha individual, um homem maior de idade, vacinado e muito bem criado. Mas... e ai Brasil? no que isso tudo vai dar? Será que é cedo? E se a gente terminar, como vai ser?
Todas essas questões me rodeiam, só consigo pedir a Deus... vai conduzindo meu pai.
Mesmo afastada da igreja, de crenças em geral no fundo do coração só tenho a certeza de que é a vontade de Deus que guia tudo. Devo a Deus... ao destino, todas as experiencias que ja vivi até agora. Por isso termino esse texto como quase todos os outros, constatando que eu nada posso fazer pra definir o curso das coisas. Sou eu aqui sentada, como em muitas outras noites chuvosas, tentando manter os pés no chão, preparar o coração e seguir em frente.
No mais... férias tranquilamente maravilhosas, hoje mesmo peguei um cineminha sozinha, com os poucos reais do fundo da bolsa. Acho que é isso, no fim de tudo afinal, estou muito bem, obrigada!
Inté! ;)
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