quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tuti

Olá, será que alguém ainda me lê?

Ontem tive uma noite tão boa com a Tuti, falei de coisas que a muito tempo ignorava, e depois de muitas conclusões e conselhos, percebi que preciso escrever aqui. Sempre precisei.
Percebi o quanto o pequeno ato de ficar 1 horinha falando de sentimentos aleatórios no fotolog, me faz falta. Percebi porque não conseguia mais, e percebi que o primeiro passo era justamente esse.

To com uma preguiça de mim. Quando começo a pensar nos dilemas, logo me corto "ta, esquece isso, vamos fazer a unha ou o fichamento de antropologia, tem coisas mais importantes do que ficar perdendo tempo com frescura".

Frescura.

É tudo uma grande frescura da minha cabeça, como sempre né Jéssica?!
E nessa os dias vão passando, e eu vou me ignorando, me podando pra ser o que eu acho melhor ser. Uma boa profissional, ou pelo menos, por enquanto, o que se espera de uma pessoa que quer ser uma boa profissional no futuro. Não importa que todos falem, nada parece ser mais importante, no momento, do que plantar pra colher uma vida estável no futuro.

Um medo? Tantos... Dos medos infelizmente não consigo fugir.

Graças a Deus o maior de todos já passou, que era perder minha mãe. Graças a infinita misericórdia de Deus, ela hoje saiu da UTI.
Ficam os outros medos, não dá pra ser bem resolvido e perfeito né? A gente sempre acha um problema pra pensar, a medida que os que estavam em evidência vão se resolvendo.
Medo de estar me iludindo com algumas coisas, medo de esperar muito, sonhar muito, com aqueles dias, e no fim eles não acontecerem, ou talvez eu tenha medo da possibilidade real de acontecerem.
Medo de não conseguir ser um dia do jeito que queria ser. Medo de não passar na prova do Detran, medo de pedir demissão, mesmo não aguentando mais meu estágio. Medo de perder meus amigos, por não ser mais a mesma.

Porque não sou mais a mesma mesmo! Isso ta na cara. To mais fria e distante que o polo norte - apesar dessa expressão ser a cara da breguice kkkkkk - uma hora meus amigos vão cansar de mim, mas mesmo sabendo disso, não consigo corresponder todo seu carinho do jeito que queria. É como naqueles sonhos que, sei la, tem alguém correndo atrás de você, você quer se mexer, faz toda a força que pode, mas não consegue sair do lugar nem que a vaca tussa.

Mas enfim, será que ainda tem alguma daquelas pessoas legais que me mandavam recado no formspring e Orkut, sempre com um comentário legal e motivador depois de vir aqui? Será que tem?

E eu que sempre pensei que tanto fazia se tinha gente lendo ou não, mas sinto falta. De um jeito bem idiota, me sentia especial pelo fato de uma pessoa perder o tempo dela, lendo um texto gigante que eu fiz pura e simplesmente falando de mim. Me sentia especial quando terminava um post, e apertava o upload, como se um conjunto de palavras, sacadas óbvias, vícios linguísticos como o "enfim" e um monte de outros que eu tenho, fosse uma transformação dos problemas em algo bonito.

“Pessoas rasas não falam de nada, pessoas legais falam de fatos do mundo, de conhecimento, e pessoas especiais falam de si.”

Mais ou menos o que a Tuti me disse, e eu pensei. Pensei nas pessoas que mais amo. E realmente, as que tem meu maior apego são as que, em algum momento, compartilharam comigo um pedaço, mesmo que mínimo, da sua história.

Que blablabla... não evito de me sentir idiota quando falo de mim.
Mas vou tentar mudar.

Boa noite!

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